Em 25 anos de penalidades da ANS contra operadoras de plano de saúde — 111.438 multas aplicadas desde 2000, somando R$ 83,2 milhões —, dez operadoras concentram R$ 40,5 milhões, quase metade (48,6%) de tudo que já foi aplicado no país.
A Amil sozinha responde por R$ 9,97 milhões, 12% do total nacional, em 11.814 penalidades — mais de 10% de todas as multas da ANS já aplicadas a qualquer operadora.
A lista dos dez:
| Operadora | Penalidades | Valor total |
|---|---|---|
| Amil Assistência Médica Internacional S.A. | 11.814 | R$ 9.971.402,50 |
| Unimed-Rio Cooperativa de Trabalho Médico do Rio de Janeiro | 4.746 | R$ 4.407.803,90 |
| Bradesco Saúde S.A. | 4.827 | R$ 4.047.906,33 |
| Hapvida Assistência Médica S.A. | 3.901 | R$ 4.013.578,50 |
| Notre Dame Intermédica Saúde S.A. | 4.552 | R$ 3.978.794,56 |
| Sul América Companhia de Seguro Saúde | 4.424 | R$ 3.623.482,17 |
| Unimed Norte/Nordeste — Federação Interfederativa (em recuperação judicial) | 4.364 | R$ 3.231.872,21 |
| Insolvência Civil de Unimed Paulistana | 1.778 | R$ 2.928.862,33 |
| Unimed CNU — Cooperativa Central | 2.873 | R$ 2.408.110,19 |
| GEAP Autogestão em Saúde | 1.211 | R$ 1.864.681,86 |
Duas das dez já aparecem na lista em situação de crise financeira declarada — a Unimed Norte/Nordeste está em recuperação judicial, e a Unimed Paulistana consta como "Insolvência Civil", nome que a própria ANS usa depois da liquidação extrajudicial da cooperativa em 2015. Não dá pra afirmar que a multa causou a crise ou o contrário só com este dado — mas as duas coexistem na mesma lista, o que já é um dado.
Do outro lado: 1.890 das 4.182 operadoras registradas na ANS nunca tiveram uma penalidade sequer — nem toda operadora está nesta conta.